“O que eu QUERO é alguém que me mime de vez em quando.
Que ligue pra saber se eu almocei e prepare um jantar especial.
Uma mão pra segurar a minha enquanto caminhamos para o supermercado”
Sozinha eu sei ser , eu quero a cumplicidade
ESSE trecho (a última frase é minha) é o que mais gostei do texto da moça Poetriz aqui em baixo
;]
Querido Caio, Eu sou muito independente, você devia saber. Eu tomo remédio quando lembro e quando não lembro, aceito as dores. Eu lavo, passo e cozinho, portanto, doméstica eu sei ser. Também escolho minhas roupas e compro o que falta em casa. Do que é comprável, obviamente. Não dirijo lá essas coisas e não fiz curso de mecânica, mas uso um google como ninguém. Nunca liguei de ir ao cinema sozinha e se eu teimar, viajo sozinha sem problemas. Independente, eu sei ser.
O que eu preciso é de alguém que me mime de vez em quando. Que ligue pra saber se eu almocei e prepare um jantar especial.
Uma mão pra segurar a minha enquanto caminhamos para o supermercado pra comprar chuchu. Tem coisa mais sem graça que chuchu? E tem coisa mais agradável do que ir com alguém, de mãos dadas, pra comprar esse legume sem sabor? A vontade de comer, vem é desse afeto.
Quero alguém comigo. Sozinha eu sei ser. Quero provar novamente do ser acompanhada.
Você tem razão. Ele não tem palavras, não tem atenção, não tem amor pra dar.
Nunca teve. Não pra mim.
Beijos, você me entende.
F.
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via Poetriz
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Publicado por poetriz em 9 09UTC julho 09UTC 2010 às 07:52 r r
Cumplicidade, quem não quer, não é?
Ando inspirada pelas cartas de Caio F. Abreu. Tanta solidão acompanhada, tanta negação da falta de um grande amor.
Acaba resultando nesses desabafos.
Bjs!